Ansiedade

Ansiedade: quando é hora de buscar ajuda psicológica?

Por Karla Jordão — Psicóloga CRP 02/29597 19 de julho de 2026 5 min de leitura

Sentir ansiedade faz parte da experiência humana: ela nos prepara para desafios e nos protege de perigos. Mas quando a preocupação se torna constante, intensa e começa a limitar a rotina, pode ser sinal de um transtorno de ansiedade — uma condição comum e tratável.

Ansiedade normal × transtorno de ansiedade

A ansiedade adaptativa é proporcional à situação e passa quando o desafio termina — como o nervosismo antes de uma entrevista de emprego. Já no transtorno de ansiedade, a preocupação é desproporcional, difícil de controlar e persistente, causando sofrimento significativo ou prejuízo em áreas importantes da vida, como trabalho, estudos e relacionamentos [2].

Segundo a Organização Mundial da Saúde, os transtornos de ansiedade afetam cerca de 4% da população mundial — aproximadamente 301 milhões de pessoas — e estão entre os transtornos mentais mais comuns [1]. O Brasil aparece em relatórios da OMS entre os países com maior prevalência de ansiedade no mundo [3].

Sinais de que pode ser hora de procurar ajuda

Você não precisa esperar "ficar muito mal" para procurar um psicólogo. Quanto antes o acompanhamento começa, menores tendem a ser o sofrimento e o impacto na vida cotidiana.

O que diz a ciência sobre o tratamento

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens com maior suporte científico para os transtornos de ansiedade. Revisões de meta-análises demonstram sua eficácia consistente para transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico e ansiedade social [4]. Na TCC, a pessoa aprende a identificar padrões de pensamento que alimentam a ansiedade e a desenvolver formas mais funcionais de responder a eles.

Em alguns casos, o acompanhamento psicológico pode ser combinado com avaliação psiquiátrica. Essa decisão é individualizada e construída em conjunto com a pessoa atendida.

Como é o primeiro passo?

O primeiro contato serve para entender a sua demanda, explicar como funciona o atendimento e verificar o formato mais adequado — presencial em Olinda ou online. Não há compromisso: é uma conversa inicial, com sigilo e acolhimento.

Referências

  1. World Health Organization. Anxiety disorders — Fact sheet. Genebra: WHO, 2023.
  2. American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais — DSM-5-TR. Porto Alegre: Artmed, 2023.
  3. World Health Organization. Depression and Other Common Mental Disorders: Global Health Estimates. Genebra: WHO, 2017.
  4. HOFMANN, S. G. et al. The Efficacy of Cognitive Behavioral Therapy: A Review of Meta-analyses. Cognitive Therapy and Research, v. 36, n. 5, p. 427-440, 2012.
Karla Jordão

Psicóloga Clínica e Neuropsicóloga (CRP 02/29597). Pós-graduada em Neuropsicologia e em Terapia Cognitivo-Comportamental. Atende em Olinda - PE e online.

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Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Ele não substitui consulta, avaliação ou acompanhamento com profissional de saúde qualificado. Em caso de crise ou emergência, procure atendimento imediato — CVV: ligue 188 (24h, gratuito).